O que é o IIEP?
O foco de atenção do IIEP é o estudo e a análise da realidade vivenciada pela grande maioria dos trabalhadores brasileiros. É seu objetivo contribuir com subsídios na construção, com a participação da sociedade, de políticas públicas de educação e de trabalho. Visa, também, subsidiar propostas e ações desenvolvidas por entidades do movimento popular e sindical.
O IIEP foi criado por educadores e formadores da educação popular, acadêmicos, sindicalistas de diferentes categorias e gestores de políticas públicas, com o propósito de promover e articular ações afirmativas referentes aos direitos dos trabalhadores a uma educação plena (integral) e a uma formação profissional pública, democrática e de qualidade.
Com esta perspectiva, o IIEP propõe-se a organizar e a participar da realização de estudos, pesquisas e seminários sobre temas relacionados à questão central da relação trabalho e educação, bem como promover intercâmbio de experiências e de políticas públicas na área, seja internamente, com representações de entidades de trabalhadores, instituições de pesquisa, universidades e administrações públicas das diferentes esferas governamentais, seja no plano internacional, com países europeus, da América Latina e Caribe.
Nessa direção, o IIEP tem como meta consolidar uma rede de relações permanentes com entidades e associações nacionais e internacionais, partícipes das mesmas preocupações, que compartilhem e cooperem na realização dos objetivos comuns.

Flavia Pereira – o feminismo na periferia
Flávia Pereira começou a militar na década de 70 nas Comunidades Eclesiais de Base da Vila Alpina. Nos anos seguintes, se envolveu com os movimentos populares e com a luta de bairro na Zona Leste. Participou do Comitê de Solidariedade à greve e da Oposição Sindical Metalúrgica e ajudou a fundar a CUT e o PT. Foi vereadora em São Paulo entre 2002 e 2004 e participou da gestão de Luiza Erundina na prefeitura. Fundou o Grupo de Mulheres e a Casa da Mulher Lilith, na Vila Alpina, onde vive até hoje. Em sua casa funcionou, por oito anos, a rádio livre Radyionísius. Sempre atenta às questões de gênero, ajudou a criar a Secretaria de Mulheres do PT, a Comissão da Mulher na Câmara dos Vereadores e a Coordenadoria Especial da Mulher da Prefeitura de São Paulo.

Mane da JOC – do Piauí ao mundo à fábrica
Manoel Pereira de Araújo Filho (Mané da JOC) se engajou muito jovem na luta política, através de grupos de jovens que eram assessorados por padres italianos progressistas, em Teresina (PI). Como membro da Coordenação Nacional e Internacional da Juventude Operária Católica, viajou Brasil afora e por três continentes do mundo. Dentro da Coordenação, era responsável pelo acompanhamento do movimento operário internacional e pela questão da dívida externa.
De volta ao Brasil, se forma profissionalmente na Escola Nova Piratininga, se engaja na Oposição Sindical e trabalha nas fábricas metalúrgicas de São Paulo. Licenciado em matemática, a partir de 1999 combinou o trabalho fabril com a sala de aula e a militância no PT.

Fernando do Ó – Nunca vendi minhas ideias
Fernando do Ó, cearense, veio para São Paulo estudar e enriquecer, mas sua vida tomou outro rumo ao se politizar na onda anti-ditadura de 1968. Vira um paciente organizador dos metalúrgicos da capital nos anos de chumbo. No ciclo de greves a partir de 1978, será liderança dos piquetões na Zona Sul. Militante tarimbado da Oposição Metalúrgica de São Paulo, se torna um articulador nos movimentos populares.
Foi coordenador do Movimento Custo de Vida e, nos anos 80, será liderança do movimento dos desempregados, que, em manifestações populares de massa, chegam a arrancar as grades do Palácio Bandeirantes, sede do governo estadual, exigindo políticas emergenciais e a solução da questão do desemprego.

Zé Pedro – Carvoeiro, Caldeireiro, Sindicalista Revolucionário
Zé Pedro é de uma família de deserdados da terra. Peregrinaram por Minas, Paraná, interior de São Paulo e chegaram à Osasco. Zé veio na frente para ajeitar as coisas. Sem escola, sem profissão. Aprendeu nas Comunidades Eclesiais de Base até mesmo a iniciação profissional. Começou como ajudante geral na indústria até se tornar oficial caldeireiro. Antes de 64, é atraído para o sindicalismo e as ideias socialistas por um eletricista comunista que ele nunca mais viu após o golpe.
Participou da Frente Nacional dos Trabalhadores e da Ação Católica Operária. Militou na Ação Popular e da Oposição Sindical. Foi diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e, faltando nove meses para o fim do mandato, quando ainda tinha estabilidade, foi demitido do trabalho na Brown Boveri, impedido de entrar, preso na porta da fábrica e esculachado ao ser levado ao Comando da Polícia Militar, como se um criminoso fosse.

Isabel Peres – Da favela de Heliópolis para o Movimento dos Trabalhadores Cristãos
Isabel Peres trabalhou desde os nove anos. Sua família, despejada do Ipiranga, foram dos primeiros moradores da favela do Heliópolis. Criança, ouviu de Prestes: “continue perguntando”. Foi do Movimento dos Trabalhadores Cristãos, pela ACO. Milita há anos na defesa dos Direitos Humanos e, em 86, denunciou e juntou provas, com a população de Heliópolis, do assassinato dos meninos Teodoro e Dirley pela Rota, tendo conseguido a condenação dos PMs.
Militou no Parque Bristol em São Paulo e, em Santo André, foi do Fundo de Greve e organizadora da Feira da Cultura Operária e Popular. Foi uma das fundadoras da Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura. Está lançando o livro “A vida e o tempo”. O acervo do MTC foi doado ao IIEP.

Vicente Espanhol – Fazer a greve, escrever a vida.
Vicente García Ruíz, o Espanhol, ainda fala com sotaque. Trabalhou 38 anos nas fábricas metalúrgicas. Estava ao lado de Santo Dias quando ele foi assassinado pela Polícia Militar na Greve Geral dos metalúrgicos da capital paulista em 1979. Enquanto trabalhava, anotava num papelzinho suas ideias. Viveu o auge da terceirização e se tornou um estudioso daquilo que vivia. Publicou alguns livros, entre eles “De Alma Aberta: Crônicas Libertárias sobre a Vida e o Chão de Fábrica”

Paulo Cseh – A nossa meta é o socialismo
Paulo Cseh, aos 12 anos, ia trabalhar descalço como ajudante numa tinturaria. Aos 14, tornou-se marceneiro, sua profissão de vida inteira. Em 60, entrou para o PCB, na Vila Maria, onde morava. No ano seguinte, vai trabalhar na indústria têxtil e se sindicaliza. Em 65, depois da intervenção da Ditadura nos sindicatos, participa da formação de uma chapa de oposição.
Com a vitória da chapa, encabeçada por Éssio Rosseto, Paulo se torna primeiro-secretário do Sindicato dos Têxteis. Como militante do Partido e dirigente sindical, participou da criação do Movimento Intersindical Anti-arrocho (MIA) e de reuniões na Federação Sindical Mundial no exterior. Foi preso nos porões da Ditadura e teve seus direitos políticos cassados.

Manuel Deil Rio – Da vida Operária á luta por moradia
Manoel Del Rio migrou da roça para São Paulo aos 15 anos e aprendeu a trabalhar como operário. Se politiza nas CEBs e começa a militar no enfrentamento ao AI-5. A partir dos anos 70, se dedica ao trabalho diário de organização de base nas fábricas e nos bairros. Com a Oposição Sindical Metalúrgica, atua ativamente na retomada dos sindicatos das mãos dos pelegos e interventores.
Participa da criação da Associação dos Trabalhadores da Mooca e, no processo de construção da CUT, na Articulação Nacional dos Movimentos Populares e Sindicais (ANAMPOS). Toda essa experiência, Manoel vai canalizar na luta dos sem-teto, ajudando a organizar a Frente de Luta por Moradia. Hoje é vereador pelo PT em São Paulo.

Roberto Rodrigues – Nossa origem como povo e a revolução
Roberto Rodrigues, ainda jovem em Garanhuns, buscando justiça social, fez com sua turma uma reforma agrária com os deserdados, expulsos das terras pelo latifúndio. Nas fábricas, em Guarulhos, aprendeu que o sindicalismo existente só seria rompido com a organização de trabalhadores conscientes no local de trabalho. E que a fábrica é um território a ser disputado.
A partir de 1988, no Instituto Lidas, participou do mapeamento das origens fabris das contaminações e das doenças que afetam os trabalhadores e as suas famílias, também fora das fábricas.
A Rádio Madalena foi criada pela Associação Rádio Madalena, fundada em 2013, entidade civil sem fins lucrativos, apartidária, que já obteve junto ao Ministério das Comunicações o direito de implantar uma Rádio Comunitária na Vila Madalena para transmissão por FM.
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